sexta-feira, 25 de março de 2016

Semana da Incontinência Urinária - 21 a 25 de março

Fonte: www.pacientesycuidadores.com


O que é a incontinência urinária?
A incontinência urinária (IU) é uma situação patológica que resulta da incapacidade em armazenar e controlar a saída da urina. É caraterizada por perdas urinárias involuntárias que se apresentam de forma muito diversificada, desde fugas muito ligeiras e ocasionais, a perdas mais graves e regulares.
As mulheres são as mais afetadas pela IU. Atualmente, 33% das mulheres e 16% dos homens, com mais de 40 anos têm sintomas de incontinência, segundo dados da Associação Portuguesa de Urologia.
Quais são os fatores de risco?
Os fatores de risco podem ser intrínsecos, como é o caso da raça, da predisposição familiar ou de anormalidades anatómicas e neurológicas.  Podem ser fatores obstétricos e ginecológicos, de que são exemplo a gravidez, o parto e a paridade, os efeitos laterais da cirurgia pélvica (exemplo cancro da próstata) e radioterapia ou o Prolapso genital. Ou podem ser fatores promotores, como a Idade, as co-morbilidades, a obesidade, a obstipação, o tabaco, as atividades ocupacionais, a ITU, a menopausa ou a medicação.
Quais as causas?
As perdas de urina têm diferentes causas, que podem ser apenas um problema temporário ou um problema mais persistente.

Problema de Saúde Pública com impacto socioeconómico
As perdas involuntárias de urina são extremamente comuns. No entanto, é um sintoma que define um problema de saúde pública, com um impacto social e económico considerável. Mesmo as mais pequenas perdas de urina têm implicações na qualidade de vida, atingindo o âmbito físico, social, sexual e psíquico, com repercuções a nível emocional. Segundo a International Continence Society (ICS), para além de ser um problema de saúde e de higiene, a perda de urina é uma situação com repercussões a nível social e pessoal.  Como se trata de um assunto que toca a intimidade da pessoa, a IU ainda é encarada como um tabu que condiciona a vida do doente a vários níveis: pessoal, familiar, social e laboral. Este problema pode conduzir a uma fuga do contacto social e ao isolamento, porque está sempre presente o medo e a vergonha de que os outros sintam o cheiro. Pode afetar também a relação conjugal, uma vez que a intimidade do casal é prejudicada.
Quais os tipos de IU?
Incontinência de esforço – Pequenas perdas de urina que acontecem quando o indivíduo se ri, tosse, espirra, faz exercício, se curva ou pega em algo pesado. Ocorre quando os músculos do pavimento pélvico estão enfraquecidos e existe uma pressão exercida sobre a bexiga. Nos homens este problema pode acontecer após prostatectomia radical (utilizado para tratamento do cancro da próstata). Como a próstata se encontra numa situação anatómica crítica (entre a bexiga e o esfíncter), a cirurgia pode danificar o esfíncter, provocando uma situação de incontinência de esforço. Mais prevalente em mulheres entre os 45 e 65 anos – decorre da fragilidade dos músculos pélvicos que suportam a bexiga e a uretra. Em alturas de maior esforço, como tossir, saltar, correr, espirrar e levantar pesos, a pressão abdominal aumenta e o esfíncter (válvula responsável pela retenção da urina na bexiga) perde a força e deixa escapar a urina. 
Incontinência por urgência ou imperiosidade – ocorre repentinamente, acompanhada de uma vontade súbita e intensa de ir à casa de banho - ou seja, acompanhada de um desejo súbito de urinar. A bexiga apresenta súbitas contrações, causando urgência em urinar.
Este tipo de incontinência pode estar relacionado com o envelhecimento e o avanço da idade, mas também surge em idades mais jovens, associado a doenças neurológicas ou muitas vezes sem causas identificáveis. O quadro de imperiosidade (urgência) da incontinência urinária é uma situação dramática, na medida em que condiciona o dia-a-dia das pessoas. Há doentes que se mantêm sempre atentos ao local onde há uma casa de banho e outros que, devido à aflição, traçam um roteiro dos sanitários por onde vão passar. Incontinência mista – combinação da incontinência de esforço com a incontinência de urgência. Incontinência por extravasamento – as perdas de urina acontecem quando a bexiga suporta grandes volumes de urina e a pressão do líquido é tão grande que ultrapassa a resistência uretral
Incontinência funcional – causada por incapacidade do doente, em casos de demência ou lesão neurológica grave, como por exemplo Alzheimer ou Parkinson.
Enurese noturna – perdas de urina durante o sono. É frequente em crianças, mas podem ocorrer também em idade adulta. 
Como se faz o diagnóstico?
O diagnóstico da incontinência urinária tem início no historial clínico do doente, que descreve em que condições sofre de perdas de urina. Para que se possa optar pelo tratamento mais adequado tem de se fazer um diagnóstico assertivo dos mecanismos e circunstâncias que promovem a incontinência urinária. Após a definição dos sintomas, um exame físico dirigido com pequenas manobras que tentam mimetizar a perda de urina, confere um diagnóstico bastante preciso. Os exames complementares passam por uma ecografia, análises gerais ao sangue e à urina. Estes atos estão perfeitamente ao alcance do Médico de Família que, como em todos os grandes problemas de Saúde Pública, tem aqui um papel primordial. Para desencadear o tratamento da esmagadora maioria dos doentes não são necessários outros exames.  O Médico de Família pode, nesta fase, orientar para terapêutica oral e fisioterapia as situações de incontinência urinária de imperiosidade. Na incontinência de esforço a orientação pode ser feita para fisioterapia ou, nos casos mais graves, cirurgia.
Tratamento em 90% dos casos
Na última década foram feitas importantes descobertas nesta área. Existem, inclusivamente, formas de Incontinência Urinária que são tratadas com medicamentos ou técnicas de reabilitação, e a maioria das cirurgias quase não implicam internamento, sendo a vida normal retomada horas ou poucos dias depois. O tratamento cirúrgico desempenha um papel preponderante na incontinência urinária de esforço, tanto na mulher, como no homem. Para a incontinência urinária de esforço a cura é possível em cerca de 90% dos casos.  Na incontinência urinária por imperiosidade, o tratamento com fármacos orais (cuja ação estabiliza o músculo vesical – o detrusor - inibindo a sua contração involuntária) consegue melhorias sintomáticas na maioria dos doentes. Nos casos refratários à terapêutica oral ou que não a tolerem, pode recorrer-se à administração de fármacos diretamente na bexiga, um procedimento simples e com boa eficácia e segurança. As alterações comportamentais necessárias, principalmente na incontinência por imperiosidade, passam por um controlo da ingestão de líquidos, a exclusão de alimentos excitantes para a bexiga, como por exemplo a cafeína, a micção temporizada ou a micção diferida, consoante a gravidade da doença e a autonomia do doente.
Cirurgia para a incontinência de esforço
O tratamento cirúrgico mais utilizado na incontinência de esforço consiste na colocação de pequenas redes, de material sintético, sob a uretra. Estas são colocadas por via vaginal, através de uma incisão com cerca de um centímetro.
Fonte: www.atlasdasaude.pt

O que é Anemia Falciforme?

Anemia falciforme é uma doença hereditária (passa dos pais para os filhos) caracterizada pela alteração dos glóbulos vermelhos do sangue, tornando-os parecidos com uma foice, daí o nome falciforme. Essas células têm sua membrana alterada e rompem-se mais facilmente, causando anemia. A hemoglobina, que transporta o oxigênio e dá a cor aos glóbulos vermelhos, é essencial para a saúde de todos os órgãos do corpo. Essa condição é mais comum em indivíduos da raça negra. No Brasil, representam cerca de 8% dos negros, mas devido à intensa miscigenação historicamente ocorrida no país, pode ser observada também em pessoas de raça branca ou parda.

Fonte: www.blogdasaude.com.br

Sintomas de Anemia Falciforme.

A anemia falciforme pode se manifestar de forma diferente em cada indivíduo. Uns têm apenas alguns sintomas leves, outros apresentam um ou mais sinais. Os sintomas geralmente aparecem na segunda metade do primeiro ano de vida da criança.

Crise de dor: é o sintoma mais frequente da doença falciforme causado pela obstrução de pequenos vasos sanguíneos pelos glóbulos vermelhos em forma de foice. A dor é mais frequente nos ossos e nas articulações, podendo, porém atingir qualquer parte do corpo. Essas crises têm duração variável e podem ocorrer várias vezes ao ano. Geralmente são associadas ao tempo frio, infecções, período pré-menstrual, problemas emocionais, gravidez ou desidratação;

Icterícia (cor amarela nos olhos e pele): é o sinal mais frequente da doença. O quadro não é contagioso e não deve ser confundido com hepatite. Quando o glóbulo vermelho se rompe, aparece um pigmento amarelo no sangue que se chama bilirrubina, fazendo com que o branco dos olhos e a pele fiquem amarelos;

Síndrome mão-pé: nas crianças pequenas as crises de dor podem ocorrer nos pequenos vasos sanguíneos das mãos e dos pés, causando inchaço, dor e vermelhidão no local;

Infecções: as pessoas com doença falciforme têm maior propensão a infecções e, principalmente as crianças podem ter mais pneumonias e meningites. Por isso elas devem receber vacinas especiais para prevenir estas complicações. Ao primeiro sinal de febre deve-se procurar o hospital onde é feito o acompanhamento da doença. Isto certamente fará com que a infecção seja controlada com mais facilidade;

Úlcera (ferida) de Perna: ocorre mais frequentemente próximo aos tornozelos, a partir da adolescência. As úlceras podem levar anos para a cicatrização completa, se não forem bem cuidadas no início do seu aparecimento. Para prevenir o aparecimento das úlceras, os pacientes devem usar meias grossas e sapatos;

Sequestro do Sangue no Baço: o baço é o órgão que filtra o sangue. Em crianças com anemia falciforme, o baço pode aumentar rapidamente por sequestrar todo o sangue e isso pode levar rapidamente à morte por falta de sangue para os outros órgãos, como o cérebro e o coração. É uma complicação da doença que envolve risco de vida e exige tratamento emergencial.

Diagnóstico de Anemia Falciforme.

A detecção é feita através do exame eletroforese de hemoglobina. O teste do pezinho, realizado gratuitamente antes do bebê receber alta da maternidade, proporciona a detecção precoce de hemoglobinopatias, como a anemia falciforme.

Tratamento e Cuidados.

Tratamento de Anemia falciforme Quando descoberta a doença, o bebê deve ter acompanhamento médico adequado baseado num programa de atenção integral. Nesse programa, os pacientes devem ser acompanhados por toda a vida por uma equipe com vários profissionais treinados no tratamento da anemia falciforme para orientar a família e o doente a descobrir rapidamente os sinais de gravidade da doença, a tratar adequadamente as crises e a praticar medidas para sua prevenção. A equipe é formada por médicos, enfermeiras, assistentes sociais, nutricionistas, psicólogos, dentistas, etc. Além disso, as crianças devem ter seu crescimento e desenvolvimento acompanhados, como normalmente é feito com todas as outras crianças que não têm a doença.

Fonte: www.minhavida.com.br

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Aids na terceira idade

Em 10 anos, a incidência de aids na população com mais de 60 anos teve um aumento de 50%, segundo o Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde. Esse número não chega a surpreender, uma vez que a chamada terceira idade possui hoje maior expectativa de vida e é mais ativa sexualmente do que a de décadas passadas. Porém, um dado chama a atenção: a maioria das pessoas idosas é diagnosticada com HIV/aids tardiamente, quando a doença já está instalada. E dessas, 37% morrem um mês após o diagnóstico.
“O diagnóstico da aids na população idosa é muitas vezes dificultado porque tanto o idoso quanto seus familiares e profissionais de saúde tendem a não cogitar a possibilidade de aids nessa faixa etária”, afirma Mariângela Simão, diretora do Programa Nacional de DST e Aids. “O acolhimento da pessoa idosa pela equipe de saúde assume um papel de grande importância, tanto no reconhecimento de casos vulneráveis, como para delinear e acompanhar um plano terapêutico, levando em conta outras doenças associadas”, explica a diretora do PNDST/Aids, que este ano definiu como tema da Campanha de 1º de dezembro a aids na terceira idade.

Fonte: www.http://aconteceunovale.com.br/

Acompanhamento cuidadoso

O Programa Nacional de DST e Aids recomenda que o tratamento do idoso seja sempre interdisciplinar, incluindo geriatria, psicologia, serviço social, enfermagem, farmácia, fisioterapia e nutrição, entre outros. “Precisamos estimular o paciente a seguir o tratamento, adequando-o às atividades diárias. E reconhecer os idosos como sujeitos aptos a cuidar de sua saúde, sem infantilizá-los”, diz Mariângela Simão. Ela sugere que os profissionais de saúde, em função das dificuldades de visão dos idosos, usem letras de tamanho visível, de preferência de fôrma, nas prescrições, e, sempre que necessário, encaminhem o paciente para avaliação oftalmológica. E mais: “Por conta das falhas de memória, o profissional deve verificar se as informações foram bem apreendidas e sugerir estratégias que minimizem possíveis esquecimentos no uso da medicação, como despertadores, lembretes com bips no celular e tabelas com horários e doses”, aconselha.

Exames mais freqüentes

A psicóloga Marlene Zornitta que trabalha no Hospital da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e acaba de concluir dissertação de mestrado sobre o tema, alerta os médicos sobre as implicações clínicas que podem surgir com a escolha dos anti-retrovirais. “Os idosos podem sofrer de doenças pré-existentes e comorbidades clínicas, sem falar dos para-efeitos da medicação, que costumam ser mais intensos em pacientes com mais de 60 anos. Além disso, é preciso estar atento às interações farmacológicas entre os ARVs e os outros medicamentos utilizados”, ressalta a psicóloga.
O fato é que muitas doenças típicas do envelhecimento, como as infecções respiratórias e o comprometimento neurológico, também são comuns em pacientes com HIV, condoença fundindo o profissional de saúde e dificultando o diagnóstico. “É importante oferecermos um atendimento diferenciado para esta população, com uma maior interação com a geriatria e a clínica geral e exames mais freqüentes, uma vez que as infecções nessa faixa etária tendem a se desenvolver com maior velocidade”, sugere Valéria Ribeiro Gomes, infectologista do Hospital da UFRJ e do Hospital Pedro Ernesto, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ)

Preconceito prejudica o tratamento

Outro reflexo da infecção pelo HIV que é potencializado em pessoas com mais de 60 anos é o preconceito. “Os sentimentos de culpa e vergonha surgem com mais intensidade nessas pessoas, uma vez que são percebidas como ‘assexuadas’ pela população e pelos profissionais de saúde. Muitos optam por esconder acondoença até das pessoas mais próximas. A relação médico-paciente, bem como o suporte da equipe que o atende, são fundamentais ao sucesso do tratamento”, explica a psicóloga Marlene Zornitta. “Temos que tentar trazer a família para perto, desde que o paciente concorde”, completa a infectologista Valéria Ribeiro Gomes.
Estímulo ao uso do preservativo

Dados de uma pesquisa de 2005 revelam que apenas 37,5% das pessoas acima de 50 anos usam preservativos com parceiros eventuais. “Precisamos estimular mais o uso de preservativos nesta população, que está cada vez mais sexualmente ativa. O acesso às informações específicas para pessoas mais velhas vai tornar as escolhas possíveis (usar o preservativo, se cuidar ou correr o risco). O não acesso às informações representa uma privação de liberdade substantiva”, afirma Marlene Zornitta. “Sabemos que as pessoas que hoje estão na terceira idade iniciaram sua vida sexual num contexto em que não existia a aids e, por isso, não se reconhecem como um grupo vulnerável ao HIV. Estimular o uso de preservativos é a única forma de minimizarmos o impacto da aids nesta população”, conclui Mariângela Simão, do PNDST/Aids


Fonte: http://saberviver.org.br/

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Alimentação e Saúde

Para se ter saúde é preciso fazer uma alimentação saudável, já que a alimentação ajuda a ter energia para andar, pensar ou trabalhar, além de ajudar a crescer, a renovar as células do organismo e a prevenir doenças, por exemplo. Desta forma, a alimentação contribui para se alcançar o equilíbrio que é preciso para se sentir bem com o corpo e a mente e, este equilíbrio envolve uma alimentação equilibrada, variada, completa e saborosa. Além disso, a prática de atividade física regular e a realização de atividades de lazer, que tragam bem- estar, são importantes para o individuo ter saúde.

Princípios de uma alimentação saudável

www.dietaenutricao.com.br


Para se ter saúde é importante seguir algumas orientações, como:
Fazer uma alimentação completa: ingerindo diariamente fruta, legumes, leguminosas, cereais, carne ou peixe e lacticínios;
Fazer uma alimentação equilibrada: comer maior quantidade de alimentos pertencentes à base da pirâmide, como cereais, frutas, legumes e verduras e menos quantidade dos alimentos que se encontram no topo, como gorduras e açucares;
Fazer uma alimentação variada: optando por escolher alimentos diferentes dentro do mesmo setor, comendo maçã ao almoço e laranja ao jantar ou consumindo carne e massa numa refeição e peixe e batata em outra;
Beber pelo menos 1,5L de água por dia ou chá sem açúcar;
Restringir o consumo de sal a 5g por dia, não devendo acrescentar sal aos alimentos, sempre que possível;
Preferir comer alimentos de origem biológica, sem conservantes e aditivos;
Evitar o consumo de refrigerantes, bolos, chocolates, compotas e balas, optando por consumir em dias festivos; Comer de 3 em 3 horas, evitando o jejum prolongado. Os alimentos fornecem nutrientes, que são as substâncias que precisamos para nutrir o organismo, como, proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas, minerais, fibras e água e, cada um deles possui funções específicas e fundamentais para o seu bom funcionamento, como dar energia ou renovar as células, por exemplo.

Funções da alimentação

A alimentação tem um papel muito importante na saúde, pois: Dá energia, que é essencial para andar, pensar, estudar ou brincar, por exemplo; Previne o surgimento de doenças; Contribui para o crescimento e renovação dos tecidos, principalmente dos ossos e músculos; Ajudam a regular todos os órgãos, como os batimentos do coração ou a temperatura do corpo, por exemplo. Assim, só fazendo uma alimentação saudável é que é possível manter o organismo equilibrado e com saúde. Além disso, a alimentação saudável contribui para se manter o peso corporal adequado e o IMC adequado, evitando doenças como hipertensão, colesterol elevado ou diabetes tipo 2, por exemplo.


Autora: Tatiana Zanin Nutricionista

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Velhice

Fonte: www.outraspalavras.net

A velhice é uma fase marcada por alterações biológicas, psicológicas e sociais significativas. Essas alterações dependem basicamente da interação entre o estilo de vida adotado pela pessoa, sua estrutura psicológica e fatores hereditários. Apesar de haver pessoas idosas que revelam grande vitalidade, mantendo plenas suas atividades físicas e psíquicas, também observamos muitos casos em que estão presentes debilidades, naturalmente causadas pelo desgaste orgânico, fazendo com que o idoso necessite dos cuidados de outras pessoas no que diz respeito à locomoção, alimentação e hábitos de higiene. Tal condição reduz o convívio social e pode provocar constrangimento e sentimentos de incapacidade, baixa auto-estima, inutilidade e dependência, além da angústia por se aproximar o final da vida. Nas últimas décadas, os avanços da medicina, o acesso à informação e alguns programas sociais de esclarecimento e prevenção na área da saúde, aliados à constante busca do ser humano pelo rejuvenescimento, vêm proporcionando um aumento na expectativa de vida. Essa situação, embora caracterize um avanço para a humanidade, tem agravado os problemas de ordem emocional normalmente esperados na terceira idade. A ideia culturalmente arraigada de que o idoso não tem mais condições de produzir como um jovem e possui dificuldades para se adaptar a novas situações, faz com que cada vez mais, pessoas absolutamente ativas sejam excluídas do mercado de trabalho, ficando expostas a conflitos que podem levar à depressão. Dados da OMS indicam que 10% a 15% das pessoas com depressão estão acima de 65 anos. Nessa fase da vida, alterações psicológicas também surgem como reflexo da aposentadoria. Tal situação, quando o idoso não preenche o tempo com algo que faça com que se sinta útil, tende a provocar sentimentos de auto-desvalorização e marginalização na estrutura social. Outra vivência difícil é a natural perda do cônjuge, causando solidão e angústia. No final da vida, por motivos variados, muitos idosos são hospitalizados ou institucionalizados. Alguns estudos revelam que os idosos nessas situações, apresentam mais sintomas de depressão do que aqueles que vivem com seus familiares. Todas essas alterações bio-psico-sociais podem desencadear quadros depressivos, trazendo outra preocupante situação que é o alto índice de suicídio de idosos, que tende a aumentar com a idade, principalmente com relação aos homens.

Autor: Wagner Luiz Garcia Teodoro

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Mulher infarta diferente do homem

Sintomas e como tratar o ataque cardíaco feminino

Mulheres são as principais vítimas de uma doença cardíaca fatal. Mas então por que tudo o que é aplicado pelos médicos, em termos de diagnóstico e tratamento, é derivado de pesquisas com homens? A American Heart Association, organização norte-americana para estudos de cardiologia, se fez essa pergunta e, finalmente, divulgou um relatório que detalha o ataque cardíaco feminino.

Infarto em mulheres é diferente

A American Heart Association é uma importante associação que traça muitas das diretrizes seguidas por médicos ao redor de todo o mundo. Recentemente ela veio a público, através da divulgação de um relatório, para falar sobre as características do infarto em mulheres. O motivo para isso, segundo a cardiologista Laxmi Mehta, responsável pelo documento, é muito simples: apesar de a doença cardiovascular ser a principal causa de morte entre mulheres – ainda mais que entre os homens – tudo o que é aplicado em termos de diagnóstico e tratamento é baseado em estudo feito com homens.
Apesar de um certo atraso na divulgação dessas informações, o relatório chama atenção para pontos importantes do tratamento da mulher. Por exemplo: mulheres têm mais chances de ter tipos “diferentes” de infarto e o acompanhamento de um psicólogo durante o tratamento pode fazer uma diferença e tanto.

Sintomas

Além da típica dor no peito, o relatório esclarece que mulheres podem ter outros sintomas, muitas vezes até desacompanhado do aperto no peito, são eles:

Palpitação;
Dor nas costas;
Dor nos ombros;
Dor na mandíbula e no maxilar;
Ansiedade;
Sudorese intensa;
Indigestão;
Fôlego curto;
Náusea;
Vômitos.

www.melhorcomsaude.com


Causas de infarto em mulheres

Alguns riscos são mais proeminentes entre as mulheres. Há evidências de que a diabetes tipo 2, a pressão arterial, o estresse emocional e a depressão influenciam no aparecimento e no curso da doença.

Tipos de infarto feminino

A maioria dos infartos femininos é causada por uma artéria coronária bloqueada, mas elas também podem ter, com maior frequência que os homens, outros tipos de infarto, causados pelo espasmo ou rompimento de um ou mais ramos das coronárias. Elas não procuram ajuda médica. Ainda de acordo com o relatório, as mulheres tendem a minimizar os sintomas de um infarto com mais frequência que os homens. Segundo os especialistas, elas costumam acreditar que o sintoma é temporário ou que não é urgente, preferem se consultar com um médico de família antes ou têm vergonha de que os sintomas não sejam sérios.

Consequências


As mulheres também têm mais chances de ter depressão em decorrência do infarto e não é raro que elas não terminem a reabilitação cardíaca (tratamento que leva alguns meses) em função das responsabilidades com trabalho, família e falta de suporte. Segundo Mehta, as mulheres dão muito apoio aos maridos doentes, estimulando a realização correta do tratamento, mas, infelizmente, elas não têm o mesmo cuidado quando se trata da própria saúde. Isso pode interferir na recuperação da doença cardíaca, mais favorável entre os homens. As mulheres também têm maiores chances de ter sangramento e reinternação após a cirurgia

Fonte: http://www.bolsademulher.com/

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Hanseníase

A hanseníase, também conhecida como lepra, é uma doença infecciosa causada por uma bactéria chamada Mycobacterium leprae. Foi descoberta em 1873 por um cientista chamado Hansen, o nome dado a ela é em homenagem ao seu descobridor. Entretanto, esta é uma das doenças mais antigas já registradas na literatura, com casos na China, Egito e Índia, antes de Cristo.

A doença é curável, mas se não tratada pode ser preocupante. Hoje, em todo o mundo, o tratamento é oferecido gratuitamente, e há várias campanhas para a erradicação na doença. Os países com maiores incidência são os menos desenvolvidos ou com condições precárias de higiene e superpopulação. Em 2011, o Ministério da Saúde registrou no Brasil mais de 33 mil casos da doença. A transmissão do M. leprae se dá através de contato íntimo e contínuo com o doente não tratado. Apesar de ser uma doença da pele, é transmitida através de gotículas que saem do nariz, ou através da saliva do paciente. Não há transmissão pelo contato com a pele do paciente. Afeta primordialmente a pele, mas pode afetar também os olhos, os nervos periféricos e, eventualmente, outros órgãos. Ao penetrar no organismo, a bactéria inicia uma luta com o sistema imunológico do paciente. O período de incubação é prolongado, e pode variar de seis meses a seis anos.

Fonte:  http://enfrmagemsaude.blogspot.com.br/


SINTOMAS

A hanseníase acomete primeiro a pele e os nervos periféricos, e pode atingir também os olhos e os tecidos do interior do nariz. O primeiro e principal sintoma são o aparecimento de manchas de cor parda, ou eritematosas, que são pouco visíveis e com limites imprecisos. Nas áreas afetadas pela hanseníase, o paciente apresenta perda de sensibilidade térmica, perda de pelos e ausência de transpiração. Quando lesiona o nervo da região em que se manifestou a doença, causa dormência e perda de tônus muscular na área. Podem aparecer caroços e/ou inchaços nas partes mais frias do corpo, como orelhas, mãos e cotovelos; e pode haver alteração na musculatura esquelética causando deformidades nos membros. Além disso, são identificadas quatro formas clínicas da doença:

Hanseníase indeterminada

Estágio inicial da doença e muito comum em crianças. Quando começa nesse estágio, apenas 25% dos casos evoluem para outras formas.

Hanseníase Tuberculóide

Forma mais leve da doença. A pessoa tem apenas uma ou poucas manchas pálidas na pele. Ocorre quando a patologia é paucibacilar (com poucos bacilos), ou seja, não contagiosa. Alterações nos nervos próximos à lesão, podem causar dor, fraqueza e atrofia muscular.

Hanseníase Borderline

Forma intermediária da doença. Há mais manchas na pele e cobrindo áreas mais extensas, em alguns casos é difícil precisar onde começa e onde termina.

Hanseníase Virchowiana

Forma grave da doença, multibacilar, com muitos bacilos, e contagiosa. Os inchaços são generalizados e há erupções cutâneas, dormência e fraqueza muscular. Nariz, rins e órgãos reprodutivos masculinos também podem ser afetados.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico da hanseníase é feito pelo dermatologista, e envolve a avaliação clínica do paciente, com aplicação de testes de sensibilidade, palpação de nervos, avaliação da força motora etc. Se o dermatologista desconfiar de alguma mancha ou ferida no corpo do paciente, poderá fazer uma biópsia da área ou pedir um exame laboratorial para medir a quantidade de bacilos. O exame identifica se a hanseníase é paucibacilar, com pouco ou nenhum bacilo; ou multibacilar, com muitos bacilos. É importante lembrar que a hanseníase é uma doença totalmente curável, e não há motivo para preconceito. É importante ficar atento aos sinais e procurar o dermatologista, ele prescreverá o tratamento adequado.

TRATAMENTO

O Tratamento é gratuito e fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Antibióticos são usados para tratar as infecções, mas o tratamento completo é em longo prazo. Nas formas mais brandas (paucibacilar) demora em torno de seis meses, já nas formas mais graves (multibacilar) o tempo é de um ano ou mais. Há alguns medicamentos específicos e combinações que são prescritas pelo médico. Alguns não podem ser tomados por grávidas, por isso avise o médico em caso de gravidez. É fundamental seguir o tratamento, pois é eficaz e permite a cura da doença, caso não seja interrompido. A primeira dose do medicamento já garante que a hanseníase não será transmitida.

PREVENÇÃO


A melhor forma de prevenir a doença é mantendo o sistema imunológico eficiente. Ter boa alimentação, praticar atividade física, manter condições aceitáveis de higiene também ajudam a manter a doença longe, pois, caso haja contato com a bactéria, logo o organismo irá combatê-la. Outra dica importante é convencer os familiares e pessoas próximas a um doente a procurarem uma Unidade Básica de Saúde para avaliação, quando for diagnosticado um caso de hanseníase na família. Dessa forma, a doença não será transmitida nem pela família nem pelos parentes próximos e amigos.